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domingo, 21 de outubro de 2012

Ela Provoca e Não Segura a Onda!!!

Tenho acompanhado os comentários sobre as últimas postagens e, por perceber a sensatez e clareza com que responde, resolvi escrever também.
Vou tentar ser breve, rs...

Depois de dois anos sem nenhum relacionamento sério, me encontrei com meus pensamentos e também encontrei uma pessoa que atende à maioria das minhas expectativas e, ao mesmo tempo, me desperta aquele 'boom' no coração (que ao menos pra mim, é tão raro de se encontrar).
Estou longe da pretensão de sermos perfeitos, porém tenho percebido que venho repetindo erros passados, que foram motivos de minha separação anterior, tão dolorida. Sei que se tratam de pessoas diferentes, tempos diferentes, mas de qualquer modo não queria repetir os mesmos erros. Não que me considere absolutamente única culpada pelo fim do relacionamento anterior.
Primeiro, eu provoco ardilosamente ciúmes e depois me incomodo com todas as paranoias da pessoa.  Em ocasiões públicas, sei que estou provocante e mesmo assim insisto só pra deixá-lo inseguro. Faço questão de que saiba a quantidade de amigos e "fãs" que tenho. Cheguei ao cúmulo de ter até um amigo virtual no facebook que interage comigo mesma para provocar-lhe ciúmes. No começo, surtiu efeito. Porém agora, ele se distanciou do meu perfil na rede social, não me escreve e não interage mais comigo como antigamente, pois meu perfil virtual o incomoda, segundo suas palavras.

Então penso no porquê de fazer isso. Eu devo ter algum problema de ego. Preciso constantemente ser bajulada, elogiada, ter demonstrações de carinho. O morno me cansa. Daí sinto que preciso agitar. Pode parecer pretensioso dizer isso, mas sou muito bonita, inteligente, com hábitos saudáveis, bem-sucedida, religiosa e honesta. Sou tudo o que gostaria de ter. Não admito que não deem valor a isso. Agora que o namoro esfriou (todos os relacionamentos são assim, oras?!), não me conformo. Quero mais carinho!! Já conversamos sobre isso, mas insistir além de cansativo, perde o efeito. Ele é carinhoso, porém não super empolgado como no início da relação. Além disso, é parte de sua criação. Sua família demonstra muito pouco afeto.
Quando questionado, disse que vai tentar mudar dentro do possível da sua personalidade (e está certo), mas que, ao contrário de mim, vive mais de demonstrações e não de palavras. É um homem super fiel, companheiríssimo, respeitador, não programa nada sem minha participação e prioriza fazer tudo comigo. Às vezes sinto falta do tempo separados. E talvez seja isso, a ausência de tempo sozinhos e do sentimento de saudades, que façam com que ele se acostume comigo e não demonstre mais aquele afeto anterior.
Às vezes acho que cutuquei com vara curta uma onça muito brava. Ele já é de certa forma ciumento e inseguro, e tudo isso que fiz, e volta e meia faço, tornaram-no um caldeirão de emoções. Porém, as crises de ciúmes e inseguranças que ele tem (que, ao meu ver, são em maior proporção que as minhas), têm peso diferente das minhas. As minhas frescurites e melindres são sempre tratados com impaciência de sua parte. Já as dele, plenamente justificáveis. Temos jeitos diferentes também. Ele é fechado, eu expansiva e cheia de colegas de ambos os sexos.
Queria alternativas exequíveis e resolutivas quanto a isso. Cheguei às conclusões: Sem sentimentalismo bobo, sem DRs frequentes e por pequenas coisas (como li no site: é melhor ter grandes e raras brigas do que pequenas e constantes) e sem sugestionamento de situações. Essa última trata-se do "dar ideia" pra outra pessoa. Você está de bico, querendo promover comoção ou sei lá, e começa a dizer que ele não te ama mais, que o relacionamento não é o mesmo e blabla. As palavras têm poder e, vai que ele acredita mesmo?!
Saídas pra isso? Contar até 1 milhão, rezar 2 pai-nosso e 1 ave-maria antes de estourar por qualquer coisa. Também não ficar de sentimentalismo (tratá-lo sem frescura como se fosse um amigo e parente que você tivesse liberdade, não um príncipe que precisa de mimos). Não falar tudo que vem à mente. Ter vida própria (oh céus, agora como conseguirei?!). Se apaixonar por algo (trabalho, estudo, pintura, esporte) que consiga fazer sozinha e te motive.
Estou certa? O caminho é mais ou menos esse? Preciso validar essas minhas teorias e receber mais orientação. 
Obrigada,

Minha querida Provocadora de Calafrios,
Realmente você já traçou um bom caminho, mas tem algo aí para ser tratado mais de perto: sua necessidade de ser o centro das atenções.

Claro que você já sabe que é insegura, e isso é muito bom, falta agora tratar.

Seu relato me demonstra algumas coisas:
a) A sua necessidade de manter o ambiente sempre a seu favor, o que não é negativo não fosse o fato de querer sempre manipular para isso. Por isso você gasta tanta energia e necessita que o outro te reponha, te considere, te idolatre. Infelizmente não funciona assim, mesmo que você fosse uma diva, uma estrela, sempre tem uma hora que precisamos respirar, que o ambiente respire.
b) Ser desejada a todo custo. Esse desejo provocador é digno das solteiras, ou das vedetes, mas como não é esse seu estado civil, nem sua profissão, sugiro que mude o foco, seja objeto do seu amado, provoque ele e deixe que sua sensualidade aconteça em outros meios, não há necessidade de forçar isso, só para que seu companheiro sinta ciúmes. Aliás, vivo aqui dizendo provocar o ciúme é totalmente desnecessário numa relação.
c) É infantil você acreditar que um relacionamento possa viver o tempo todo em alta, em alta paixão, frequência, sensualidade, acreditar que a paixão não acaba. Acaba e é importante que se acabe, para que possamos nos refazer e nos separar, viver cada um a sua vida e poder compartilhar. Você tem razão em querer ter momentos individuais, eles justamente são necessários para que o "relacionamento" sobreviva.

Dê o primeiro passo e com certeza você será vencedora dessas angústias para viver a plenitude da sua relação.

Lembre-se: "O Amor é construído e graças a Deus não é perfeito, pois a falta é necessária para manter aceso o fogo, buscar o vento para aumentar ou baixar...terra para renascer e água para fazer correr".

Seja Feliz e Boa Sorte!
Alexandre Santucci
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